sexta-feira, 31 de dezembro de 2010



Engraçado como hoje eu só penso em você quando estou bêbado. Passadas algumas horas e muitas cervejas, eu já estou pouco consciente, de tal forma que só consigo lembrar de quando esse estado de estupor, como se a qualquer momento eu fosse cair - seja por um beijo dado com vontade ou de tanto te procurar no escuro - durou mais do que apenas uma noite. Eu estava embriagado, não de amor, mas de algo que me mantia fora de mim tempo o suficiente para que a ressaca fosse algo destrutivo. E agora, muito tempo depois de todas as doses de sexo, do seu cheiro e daquele seu sorriso que você ostentava nessa carinha linda e ordinária, escondendo algo tão seu que eu nunca saberia o que era - nem ao menos sóbrio - , tudo não passa de uma porre que durou tempo demais e sempre que eu bebo é aquela velha sensação nostálgica das besteiras que fizemos outrora.

domingo, 26 de dezembro de 2010



Eu adoro esses momentos que você se acha capaz de dar nome a cada uma de suas emoções, de uma maneira tão prazerosa, que viver se torna mais desafiador, no sentido em que você para e percebe o quanto você mudou em tão pouco tempo, não apenas você, mas todas aquelas coisas materiais ou não. Certa vez eu ouvi dizer - provavelmente em um desses filmes que tanto tinham significado para mim mas eu não sabia o porquê - que a única maneira de superar um velho amor é transformando-o em literatura. Mas o que na verdade eu descobri é que, muito mais, você consegue superar a si mesmo, e todo aquele conceito de amor-refúgio não faz mais o menor sentido pra você. Afinal, eu não passo de um clichê ambulante, exaltando sua "auto-estima" e "amor-próprio" aos 4 cantos do mundo, como se tivesse acabado de ler um livro de auto-ajuda. O fato é que esse ano me serviu como catarse e o que eu mais quero é continuar, à minha maneira, à minha luz e à minha literatura, tentando dar nome a toda essa loucura diária que vai muito além daquela que eu imaginei que meus 18 anos trariam. Quero continuar escrevendo, sendo o Deus da minha vida, por essas linhas tortas que refletem justamente tudo o que eu sou.

"You're halfway to fully grown
You've got a real good shot
You've got so much inside
Let it come right out"

quarta-feira, 13 de outubro de 2010



Yeah, we were just two friends in lust
And baby, that just don't mean much
You trained me not to love
After showed me what it was

certas pessoas deviam pegar um trem só de ida direto para o quinto dos infernos, mas o meu masoquismo involuntário insiste em as manter por perto.
ai véi, foda-se. vou estudar.

domingo, 19 de setembro de 2010



"você guarda algo muito escroto dentro de você, victor."

é verdade, e eu nunca descobri o que é realmente é.
sou tão tolo que tentei entender o amor antes de entender a mim mesmo, sabe?
só espero, com o peito arfado, que as coisas estejam mudando pra mim, de mim.
xô, demônios!

quinta-feira, 2 de setembro de 2010



tá tudo bem. pelo menos é isso que eu vou dizer se alguem me perguntar, eventualmente.
não posso ter tudo o que eu quero, eu sei, mas se ao menos eu for conquistando uma coisa ali e outra aqui, dá pra encarar.
eu sei que eu vou cair, mas que seja de bebedeira ou apenas euforia.
afinal, eu ainda tenho uma paixão inexplicável pela vida.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010




you're so nice and you're so smart
you're such a good friend i have to break your heart
tell you that i love you then i'll tear your world apart
just pretend i didn't tear your world apart


my world is falling, just like my tears.

terça-feira, 24 de agosto de 2010



engraçado como essa música só veio fazer um sentido de verdade agora, e conseguir escutá-la só me faz perceber que eu sou mais forte do que imaginava. hesitei só de imaginar como seria ruim tentar resgatar aquela sensação de quando te conheci, como se tudo estivesse no lugar. mas essa sensação se perdeu, e isso é pior de tudo. eu me lembro de tudo, só não lembro de como eu me sentia. talvez eu só tenha me dado conta da sua importância quando foi tudo por agua abaixo, assim, de repente. e poderia ter aproveitado mais, antes de você ter se tornado aquele ser intocável outra vez. mas uma coisa eu posso dizer convicto, por mais que eu esteja me humilhando over and over again: você foi o melhor erro que eu cometi na minha vida.
eu bem queria ser daquele tipo de pessoa sutil e vingativa, que acha mais conveniente cultivar algum rancor por toda a féladaputagem, mas ignorar os melhores dias da minha vida ia me fazer sentir mais ridiculo ainda. e obrigado por cada um desses dias. espero que em breve eu posso olhar pra você apenas como uma das pessoas mais incríveis que eu já conheci, se tudo fosse tão efêmero quanto foi pra ti.

i'll tell her lies of how we'll fall in love by the morning
i don't think she'll know i'm saying goodbye


e se eu tivesse escutado essa música com mais atenção antes?

quarta-feira, 18 de agosto de 2010



sempre me perguntei em que ponto da minha história, ou isso que eu chamo de vida, a música se tornou minha válvula de escape pra tudo. um refugio, não sei...um lugar onde eu me encontro, e me sinto simplesmente pleno em relação ao que fui e o que sou. as vezes incomoda, o fato de conseguir expressar tudo aquilo que eu sou incapaz de fazê-lo, ao me levar a lugares onde eu nunca deveria ter estado, ou a outros que eu sei que por mais que eu queira, aquela voz racional te diz que na verdade nunca vai existir.
mas toda essa sinestesia me acalma, de um jeito que só eu entendo.talvez seja um caso de amor e ódio, assim como aqueles pequenos prazeres que vão te destruir a longo prazo, mas que você não abre mão por nada, porque, de fato, é neles que eu me apoio diante de minha fraqueza e imaturidade.
e enquanto a loucura só acaba de começar, eu vou cantando a plenos pulmões: "i don't need love, i've got my band".