domingo, 26 de dezembro de 2010



Eu adoro esses momentos que você se acha capaz de dar nome a cada uma de suas emoções, de uma maneira tão prazerosa, que viver se torna mais desafiador, no sentido em que você para e percebe o quanto você mudou em tão pouco tempo, não apenas você, mas todas aquelas coisas materiais ou não. Certa vez eu ouvi dizer - provavelmente em um desses filmes que tanto tinham significado para mim mas eu não sabia o porquê - que a única maneira de superar um velho amor é transformando-o em literatura. Mas o que na verdade eu descobri é que, muito mais, você consegue superar a si mesmo, e todo aquele conceito de amor-refúgio não faz mais o menor sentido pra você. Afinal, eu não passo de um clichê ambulante, exaltando sua "auto-estima" e "amor-próprio" aos 4 cantos do mundo, como se tivesse acabado de ler um livro de auto-ajuda. O fato é que esse ano me serviu como catarse e o que eu mais quero é continuar, à minha maneira, à minha luz e à minha literatura, tentando dar nome a toda essa loucura diária que vai muito além daquela que eu imaginei que meus 18 anos trariam. Quero continuar escrevendo, sendo o Deus da minha vida, por essas linhas tortas que refletem justamente tudo o que eu sou.

"You're halfway to fully grown
You've got a real good shot
You've got so much inside
Let it come right out"

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