quarta-feira, 4 de maio de 2011

Dizem que felicidade não se mede, assim como o amor, a amizade e todos os outros sentimentos que as pessoas no geral tentam universalizar. Minha felicidade tem a medida certa, eu digo. Tem forma, cor, tamanho e conteúdo que só eu conheço. Tem uma intensidade que atinge todos os sentidos do meu corpo. É aquele brinquedo que você nunca quis dividir pois ninguem saberia usá-lo como você. É aquele passo de dança que você inventa enquanto dança sozinho em seu quarto, de olhos fechados e a musica ali, pertinho de seu ouvido, como que pra não perder o frescor que perderia se estivesse sendo executada aos quatro ventos. É minha dança solitária, que faço como se não houvesse ninguem por perto, e de fato, não há. Nunca há, só há eu e minhas notas musicais, meu baixo gutural, meu sintetizador pulsante e otimista e meus pensamentos reinventados. Só há eu, e essa é a felicidade que eu encontrei pra mim, com um ar de tristeza sem o qual ela não sobreviveria. Minha felicidade é tão humana que nem mesmo ela sabe viver sem a tristeza. Minha felicidade tem medida sim, pois ela não é igual a de ninguem, é minha, é a sintese do que eu sou. Felicidade nao é um conceito tão abragente que não possamos abarcar nos limites de nós mesmos. O que não tem medida é a ignorância e o ódio, nos cegando até de nós mesmo. Isto sim, não se mede em nenhum padrão.

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